• Reprodução Animal em Bovinos
  • Andrológico,Inseminação Artificial, Transfêrencia de Embriões, Diagnostico de Gestação
  • Vendo doses de sêmen do Benfeitor Raposo CAL (A7481) - (62)9188-3018 - Marcos
  • Exelência em Melhoramento Genético

Umidade do Solo - 19/11/2009

Condições de umidade do solo em todo o Brasil e previsão de chuvas para os próximos


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Taiwan: população protesta contra carne dos EUA



Milhares de pessoas de Taiwan foram às ruas para protestar contra a decisão do Governo de remover a barreira de seis anos imposta às importações de alguns tipos de carne bovina dos Estados Unidos.

Os participantes do protesto, liderado pelo partido da oposição, no sábado, demandaram que o Governo continue a proibir carne bovina com osso, carne moída e miúdos, e renegocie com os EUA sobre as importações de carne bovina para proteger o país contra a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB). Antes, Taiwan só permitia importações de carne bovina sem osso dos EUA, mas decidiu no mês passado remover essa barreira à carne com osso, miúdos e carne moída.

Oficiais do EUA disseram que a carne norte-americana é segura, mas alguns especialistas em saúde disseram que a carne moída e os miúdos podem apresentar um risco maior de transmissão da EEB.

A reportagem é do The Associated Press, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

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BOI: Cotação é a menor do ano



Publicado em: 19/11/2009 12h00

As cotações da arroba seguiram registrando fortes oscilações nos últimos dias, conforme pesquisas do Cepea. No acumulado do mês, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa apresenta queda de 0,85%. Dessa forma, os atuais preços da arroba do boi gordo são os menores desde fevereiro do ano passado. Para a carne, o patamar desta semana é o mais baixo desde maio de 2008, em termos nominais. De acordo com pesquisadores do Cepea, esse cenário está atrelado ao aumento da oferta interna, por conta da diminuição das exportações neste ano. (Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br )
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Compradores no Copacabana Palace






Rio de janeiro (rj) – girbrasil divulga com exclusividade o resultado geral do leilão gir das Américas, realizado na última terça-feira, dia 17 de novembro, no hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, cujo faturamento total foi de r$ 5 milhões e 372 mil, com média geral de r$ 229 mil.
O leilão teve início 21:50h e terminou às 24:58h.

Na batida do martelo revesaram Paulo Brasil e João Gabriel, a assessoria técnica foi da Leite e Gir, de Luiz Ronaldo de Paula, de Uberaba (MG).



Lote 1:
Prenhezes sexadas de fêmeas de Dália TE Kubera (3.749 kg), Exata TE Kubera (5.777 kg) e Jama TE da Palma (11.856 kg) todas com Radar dos Poções
Comprador: Reinaldo Bertin, Gir Comapi
Valor: R$ 150.000,00 (Pelas três Prenhezes)
Lote 2:

Prenhezes sexadas de fêmeas de Camary Kubera (6.801 kg) com Sansão, Polanka Viv Kubera (7.251 kg – ajustada) com Sansão e Sema Cal (8.730 kg) com Teatro da Silvânia.
Comprador: Amândio Alves Salomão
Valor: R$ 44.000,00 (Pelas três Prenhezes)

Lote 3:
Prenhezes sexadas de fêmeas de Fila TE Kubera (novilha filha de Nefrita) com Jaguar Te do Gavião, Fulana TE (2.579 kg em 80 dias, lactação em aberto – 1ª lactação) com Êmulo dos Poções e Fruta TE (6.497 kg – ajustada) com Vaidoso da Silvânia.
Comprador: Reinaldo Bertin – Gir Comapi
Valor: R$ 54.000,00 (Pelas três Prenhezes)
Lote 4:
Colina TE Kubera (5.593 kg em 263 dias – lactação em aberto)
Comprador: Anderson Blanco
Valor: R$ 104.000,00

Lote 5:
Ervilha Kubera (5.980 kg de leite em 303 dias – lactação em aberto
Comprador: João Batista Melo - Fazenda Vilarejo (RJ)
Valor: R$ 90.000,00

Lote 6:
Exata TE Kubera (5.777 kg – ajustada) 50%
Comprador: Valter Egídio - Gir Terra Mata
Valor: R$ 220.000,00

Lote 7:
Anaflor M. Verde e Anaflora M. Verde.
Comprador: Pedro Passos - Lumiar Agropecuária - Brasília (DF)
Valor: R$ 114.000,00 (Pelas duas Novilhas)

Lote 8:
Jenuína Monte Verde (50%)
Comprador: João Bico - JB Light do Brasil "Gir Light" - São Paulo (SP)
Valor: R$ 200.000,00


Lote 9:
Uma bezerra de Amela TE Kubera X Jaguar TE do Gavião
Comprador: Anderson Blanco
Valor: R$ 42.000,00 (1 Bezerra a escolher)

Lote 10:
Prenhezes de Colina TE Kubera (5.593 kg em 263 dias – lactação em aberto) e Ervilha Kubera (5.980 kg em 303 dias – lactação em aberto) com Major Te dos Poções.
Comprador: Amândio Alves Salomão
Valor: R$ 30.000,00 (Pelas duas Prenhezes)
Lote 11:
Prenhezes de Ameixa TE de Kubera (8.359 kg de leite) com Modelo de Brasília, Atraente de kubera ( 9.457 kg) com modelo de Brasília e Balsa TE Kubera (6.227 kg de leite na 1ª lactação) com Sansão.
Comprador: Leandro Aguiar - Gir Engenho
Valor: R$ 110.000,00 (Pelas três Prenhezes)

Lote 12:
Prenhezes sexadas de fêmeas de Planta Te da Cal (10.281 kg – ajustada) com Radar dos Poções, Imperatriz F. Mutum (10.480 kg) com Vaidoso da Silvânia e Profana de Brasília (17.182 kg) com Vaidoso da Silvânia.
Comprador: José Mário Miranda ABDO - Gir Coqueiro - Alexânia (GO)
Valor: R$ 210.000,00 (Pelas três Prenhezes)

Lote 13:
Prenhezes sexadas de fêmeas de Brancura (6.894 kg) com Vaidoso da Silvânia, CA Urgência (8.789 kg) com Bem Feitor Cal e Moda F. Mutum (4.067 kg – 1ª lactação) com Bem Feitor Cal;
Comprador: Condomínio Alberto Souza Cruz e Gir Ouro Fino
Valor: R$ 80.000,00 (Pelas três Prenhezes)

Lote 14:
Juliana dos Poções (6.542 kg – ajustada) – 50%
Comprador: João Bico - JB Light do Brasil "Gir Light" - São Paulo (SP)
Valor: R$ 70.000,00

Lote 15:
Panícula cal ( 8.400 kg)
Comprador: Condomínio Kinkão e Demétrius Mesquita
Valor: R$ 70.000,00

Lote 16 - duplo:
Alícia Fiv da 42 E Austríaca Fiv da 42
Comprador: Deputado Estadual Mauro Saab - Cuiabá (MT)
Valor: R$ 104.000,00 (Pelas duas vacas)
Lote 17:
CAMILA TE KUBERA (7.203 kg)
Comprador: Kilder Alvin - RJ
Valor: R$ 66.000,00

Lote 18:
Restinga de Brasília ( 6.827 kg)
Comprador: Condomínio Adonias Souza Santos e Leandro Fortunato
Valor: R$ 120.000,00

Lote 19:
Calina BJAS (4.207 kg)
Comprador: Carlos Eduardo Azevedo Bezerra (Dudu) Fazenda Positiva – Brasília
Valor: R$ 70.000,00

Lote 20:
Gemada da Genipapo (6.610 kg)
Comprador: Adonias Souza Santos - Gir Veredas
Valor: R$ 260.000,00 (Era Dono de 1/3 e comprou os outros 2/3)

Lote 21:
FB Sacudida (4.991 kg)
Comprador: Condomínio Agropastoril dos Poções e Fazenda Lugo - Lúcio Mendes Vale
Valor: R$ 84.000,00


Lote 22:
Tainá Cal – 50%
Comprador: Condomínio Leandro Tavares E Luciano Martins Nova Serrana - Mg
Valor: R$ 80.000,00

Lote 23:
Burguesia da Silvânia ( 6.377 kg)
Comprador: Eduardo Ambar - Estância St. Nícolas
Valor: R$ 194.000,00 (50%)


Lote 24:
Carioca de Brasília (12.105 kg)
Comprador: Amândio Alves Salomão, nafoto com Flávio Peres.
Valor: R$ 200.000,00 (50%)

Lote 25:
Regelada da Cal (9.365 kg) 66%
Comprador: Condomínio Paulo Afonso Trindade (33%) Valter Egídio -Terra Mata (33%)
Valor: R$ 576.000,00

Lote 26:
CA Eurequinha ( 11.450 kg)
Comprador: Condomínio Anderson Blanco e Agrocopa
Valor: R$ 120.000,00

Lote 27:
Dengosa TE F. Mutum ( 9.298 kg) – 50%
Comprador: Marcelo Traça Gonçalves - Agropecuária Alambari
Valor: R$ 660.000,00

Lote 28:
Vaidoso da Silvânia – 50%
Comprador: Alta Genetics do Brasil
Valor: R$ 1.200.000,00

Lote 29:
Prenhezes sexadas de fêmeas de Bacabal TE de Kubera (5.787 kg na1ª lactação) com Sansão, Canastra TE Kubera (11.104 kg) com Jaguar TE do Gavião e Águia da Silvânia (7.255 kg) com Sansão.
Comprador: Condomínio Brancura, formado por Maria Tereza Lemos Costa Calil, Ribamar Macedo Coelho, Mila de Carvalho Laurindo e Volmer Cerqueira dos Santos
Valor: R$ 94.000,00 (Pelas três Prenhezes)
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Lagoa contrata Reservado Grande Campeão do Gir Leiteiro da ExpoZebu


FARDO FIV MUTUM, QUE CONQUISTOU QUATRO PRÊMIOS NA EXPOZEBU, É O NOVO REFORÇO DA BATERIA GIR DA LAGOA


A Lagoa, maior central de genética bovina da América Latina, integrante da CRV, conta com novo reforço para a sua bateria da raça Gir Leiteiro: trata-se de Fardo FIV F. Mutum, de Léo Machado Ferreira, da Fazenda Mutum (Alexania/GO), que conquistou quatro premiações na ExpoZebu 2008, realizada em Uberaba (MG): Reservado Grande Campeão, Campeão Júnior Maior, Campeão Conjunto Progênie de Mãe e Campeão Conjunto Progênie de Pai.

Filho de Dengosa TE F. Mutum e Radar dos Poções, destacados animais da raça, Fardo já havia conquistado premiação na ExpoZebu do ano passado. “A Dengosa é mãe do Fardo e também do Maestro, outro touro nosso que está na bateria Lagoa. Em 2007, Fardo foi Campeão Bezerro e, nesse ano, foi Campeão Júnior Maior e Reservado Grande Campeão. Ele vai dar bastante leite, com caracterização racial e beleza. Tem um fenótipo espetacular”, explica o proprietário. “Ele tem ainda uma grande vantagem: você pode usar em qualquer acasalamento, com exceção do Radar, sendo uma grande opção para acasalamentos. Fardo se consagrou na pista e também vai consagrar na produtividade”, completa.

Henrique Brinckmann, gerente de negócios Leite da Lagoa, agradece a confiança da Fazenda Mutum e afirma que ficou muito satisfeito com o novo reforço. “Tenho certeza que ele marcará seu nome entre os grandes touros da raça. Em breve virá para a Lagoa e terá sêmen disponível”, finaliza.

 
Thell de Castro | assessoria@lagoa.com.br

Fonte: CRV/Lagoa

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Especial - Melhoramento Animal - Básico


Introdução

Além de investir em boas pastagens e/ou suplementação mineral e alimentar
adequadas, o criador deve preocupar-se com o valor genético dos animais para que obtenha respostas satisfatórias num empreendimento de gado para corte.

Os sistemas de produção de bovinos de corte da Amazônia são bastante
diversificados, ora com base em zebus, onde predomina a raça Nelore, ora
mestiços, resultantes de diversos cruzamentos, destacando-se, dentre os bovinos de origem européia, as raças Charolês, Chianina, Marchigiana, Aberdeen e Pardo Suíço e, dentre os zebuínos, as raças Gir e em menor escala, a Guzerá. Dentre as raças nacionais, a Canchim é a mais importante. Todavia, em geral, na região, há predominância de animais nelorados em mais de 60%, estando presentes em quase todas as fazendas de gado de corte, independentemente do tamanho das propriedades. Os rebanhos regionais destinados para a exploração de carne variam, em amplitude, de pouco mais de 100 até milhares de cabeças. A qualidade desses rebanhos é questionável, pois a maioria dos criadores não se preocupa com o padrão racial dos rebanhos, fato que está evidente na larga variação de produtividade existente, apesar de alguns apresentarem excelente nível técnico, inclusive utilizando a inseminação artificial e até biotecnologias mais sofisticadas.

O presente sistema visa aos produtores, que sentiram a necessidade de efetuar o melhoramento de seus rebanhos e, por meio de artifícios simples e sem gastos astronômicos e/ou recursos sofisticados, podem fazê-lo, tendo como meta final um ganho genético compatível com os seus investimentos realizados.

Só será atingido um verdadeiro melhoramento genético se a nutrição e a saúde
adequadas forem alcançadas, do contrário, os lucros serão reduzidos. O
Triângulo da Vida, de Walter, citado por Domingues (1968), é a melhor
expressão para esse fator, isto é, na interação Genótipo X Ambiente, o animal é aquilo que herdou; tem aquilo que lhe é dado (manejo, instalações, condições
de higiene, etc.) e será aquilo que produzir, que deve ser entendido como a
resposta (carne e/ou leite) (Fig. 1).




Fig. 1. Interação dos fatores herança e ambiente.
Genótipo + Ambiente = Fenótipo ou
Herança + Manejo = Produtividade

Estrutura e composição do rebanho

Em um rebanho estabilizado em 300 vacas, a composição deverá ser a
seguinte:

- 300 vacas;

- 228 bezerros (machos e fêmeas), no mínimo, com menos de um ano de
idade, o que representa uma taxa de natalidade de 80%;

- 110 novilhas por volta dos 2 anos de idade;

- 04 touros para repasse;

- 111 machos (novilhos) para abate, com idade por volta de 2 anos;

- Total geral ............................................................... 753 animais.

Na composição de um rebanho, portanto, deve-se sempre considerar que as matrizes são as produtoras de bezerros, as novilhas são as futuras substitutas e os novilhos são o produto final para abate. Recomenda-se a venda de todos machos com mais de 1 ano, para engorda, caso não haja área suficiente para mantê-los na propriedade.

Para o cálculo da composição do rebanho em unidade animal (UA) devem ser
considerados os seguintes índices de conversão: reprodutor = 1,25 U.A.;
matriz = 1,00 U.A.; bezerros (machos e fêmeas) até 1 ano = 0,25 U.A.;
novilhos (machos e fêmeas) de 1 a 2 anos = 0,50 U.A.; novilhos (machos e
fêmeas) com mais de 2 anos = 0,75 U.A., sendo que: U.A. (unidade animal)
= um animal com 450 Kg.

Assim, num sistema, conforme a composição acima, a discriminação do
rebanho em U.A., estabilizado em 100 animais, por exemplo, apresenta-se da
seguinte maneira:

04 reprodutores (5,0 U.A.).

300 vacas/matrizes (300,0 U.A.).

228 bezerros (machos e fêmeas) até 1 ano (57 U.A.).

110 novilhas até 2 anos (55 U.A.).

Total de U.A. 417,0 U.A.

Total de hectares de pastagens (mínimo): 417,0 ha*

* - Capacidade de suporte 1 U.A./ano;
(Não foram consideradas as áreas de manejo, capineira, etc.)

A principal prática de manejo, que garante o equilíbrio desses números, é o
descarte dos animais e os animais vendidos ao abate e/ou reprodução.
Considera-se que todas as novilhas serão incorporadas ao rebanho para
diminuição dos gastos, todavia, até um limite que não comprometa o ganho
genético desejado.

No caso da estabilização do rebanho em 300 matrizes, o descarte anual de
vacas coincidirá com o mesmo número de novilhas a ser incorporado ao
rebanho. No caso dos reprodutores, o descarte recomendado será de 20% a
25%, visando imprimir uma boa pressão de seleção e, conseqüentemente, um
bom nível de melhoramento genético. Sendo usada a inseminação artificial, tais
cuidados são minimizados, pois a qualidade dos pais pode ser escolhida sem
preocupação com descarte dos reprodutores existentes, os quais, neste caso,
seriam utilizados para o repasse.

A distribuição uniforme dos grupos etários dentro do rebanho é um bom
indicador que o descarte está sendo realizado com eficiência e,
conseqüentemente, a composição mantém-se adequada. Assim, efetua-se o
descarte por várias razões, porém, as principais são: doenças e baixa produção.

Há, ainda, casos de baixo descarte, quando há necessidade de se aumentar o
rebanho em número. Nesse caso, as vacas permanecem no rebanho por
períodos mais longos, acrescentando-se as novilhas selecionadas no próprio
rebanho e as aquisições efetuadas.

Melhoramento genético

O Estado do Pará possui clima muito adverso para a criação de raças de origem européia, puras. Isso somente seria possível com os zebus, principalmente, com as raças nelore, Gir e Guzerá ou com as raças nacionais, que já demonstraram boa adaptação às condições da Amazônia, como a Canchim. Essa seria a alternativa para “fugir” dos cruzamentos entre as raças européias e zebuínas.

Os cruzamentos entre as raças de origens diferentes, visando-se obter animais
mestiços ou “cruzados”, é a maneira mais fácil de se resolver os problemas
relacionados às condições adversas, pois alia-se à rusticidade dos animais já
adaptados às condições amazônicas, no caso os zebuínos, à precocidade dos
animais de origem européia.

Alguns aspectos devem ser ressaltados, ou seja, o quê e como melhorar o
rebanho, para se obter maior produtividade. Quando o criador sente a
necessidade de melhorar o seu rebanho, o principal recurso deve ser usar
animais de qualidade superior. É preciso melhorar para produzir mais e com
qualidade, visando competir com maior segurança no mercado e, assim, obter
maior retorno econômico.

Na fase de o que melhorar, o criador deve atentar para a qualidade atual do rebanho, principalmente da vacada e proceder à escolha de fêmeas na própria fazenda, a fim de iniciar um trabalho sem a necessidade de adquirir animais de outra propriedade.

Todavia, se for o caso, os rebanhos podem ser formados, principalmente, pela
aquisição de animais de origem idônea, ou seja, de criadores conhecidos, pois a qualidade genética da vacada é um dos principais fatores de todo o processo.

Na fase de como melhorar, é importante fazer também uma análise da vacada existente e utilizar os reprodutores/sêmen que possam explorar, ao máximo, a heterose. O cupim ou giba pode ser um indicador importante, pois se o animal “puxar” mais para o europeu, com pouco cupim, a melhor alternativa é usar uma raça zebuína como Nelore, Gir ou Guzerá, a fim de conseguir maior “choque” de sangue.

Deve-se atentar que, para se obter alta heterose, reprodutores mestiços não são indicados, pois sempre vão possuir carga genética de europeus e zebus e isso diminui a heterose.

Deve-se sempre procurar um técnico para orientar os cruzamentos.

Cruzamentos: Quando se usa cruzamento, ou seja, acasalamento entre animais
de raças diferentes, é importante considerar-se a heterose também denominada de choque de sangue ou vigor híbrido. A heterose nada mais é do que a resposta obtida ao se cruzar duas ou mais raças geneticamente diferentes, tentando-se aproveitar, ao máximo, o potencial genético dos animais envolvidos, buscandose a maior produtividade possível. Obtêm-se maior índice de heterose, ou maior choque de sangue, quanto mais diferentes forem os genótipos, isto é, quanto mais distante for o parentesco entre os animais cruzados.

Deve-se optar por raças produtoras de carne por excelência, pois é a melhor
opção para maior retorno. Na Região Amazônica, é preciso maior criatividade
nos cruzamentos, a fim de se manter níveis de produção satisfatórios. Nas
regiões tropicais úmidas, têm-se conseguido bons níveis de produção com as
raças zebuínas Nelore, Nelore mocho, Tabapuã, Guzerá e com as tauríndicas,
ou seja, aquelas resultantes de processos formativos envolvendo europeus e
zebus, como Canchim e Ibagé. Das européias, os mestiços das raças Charolês, Chianina, Marchigiana, Simental, Limousin, dentre outras, são os mais utilizados, contudo, embora apresentem boa produção, como o manejo dos touros é difícil, recomenda-se o uso da inseminação artificial.

Assim, nessa região, os cruzamentos entre raças européias e zebuínas, para
formação de animais de primeira geração, que vão direto ao abate, levam grande vantagem por conseguirem manter boa produtividade em virtude da alta heterose.

O cruzamento tem a finalidade de tentar reunir em um só animal as
características desejáveis de duas ou mais raças, bem como explorar a heterose, pois os animais, apesar de serem da mesma espécie Bos taurus, pertencem a duas subespécies distintas, ou seja, Bos taurus indicus (zebus) e Bos taurus taurus (europeus).

Pode-se enumerar muitas vantagens dos cruzamentos, como: aumento da taxa
de concepção; maior percentagem de bezerros a desmama; bezerros mais
pesados a desmama; produção de novilhos mestiços com grande procura no
mercado; menor taxa de mortalidade; maior precocidade reprodutiva; diminuição de problemas ao parto; maior produção de leite e carne; maior longevidade ou vida útil; maior adaptação às condições adversas; menor número de serviços/ monta por prenhez; maior velocidade de crescimento e da taxa de concepção; absorção de uma raça em outra mais produtiva e até a criação de uma nova raça; aumento da fertilidade; uso dos efeitos das diferenças genéticas entre raças; uso da complementaridade entre as raças; e proporção de maior flexibilidade aos sistemas de produção.

Algumas desvantagens podem ser citadas: perda de uniformidade,
principalmente, da pelagem; manutenção mais cara (aquisição de sêmen,
animais, alguns equipamentos, etc.); manejo de, no mínimo, dois rebanhos (se
em monta natural); dificuldade de ser praticada em condições extensivas; maior
número de divisões nas pastagens; mão-de-obra mais especializada e/ou
treinada; maior capacidade gerencial; e melhores condições gerais de manejo.

Alguns tipos de cruzamentos recomendados:

Para se obter resultados rápidos, ou seja, animais que vão ao abate na primeira geração, deve-se optar pelos chamados cruzamentos industriais, aproveitandose, o máximo possível, a heterose em todos os sistemas de cruzamentos. Para isso, é preciso, inicialmente, definir bem o nível racial da vacada, ou seja, as fêmeas existentes nas fazendas e decidir que sêmen/touro usar, como a seguir:

• Fêmeas zebus ou azebuadas (com cupim): no primeiro ano usar sêmen de
raças européias, sem cupim – Charolês, Chianina, Marchigiana, Simental,
Limousin, Aberdeen ou Red Angus, dentre outras, produtoras de carne.

• Fêmeas mestiças de porte médio a grande/sem caracterização definida/
misturadas: Também cruzar com as mesmas acima citadas, acrescentando-se as zebuínas, como: Nelore, Guzerá, Tabapuã, Nelore Mocho, Canchim, etc.

Nesse caso, segue-se uma lógica, ou seja, quando for usado um reprodutor europeu, na próxima geração (nas filhas), deve-se usar um reprodutor zebuíno e assim por diante.

• Fêmeas de grande porte com características européias (holandesas) ou de
pequeno porte (jersey) sem cupim: Usar reprodutores zebus, como: Nelore,
Guzerá, Tabapuã, Canchim e Nelore Mocho. Nesse caso, deve-se respeitar o
tamanho das fêmeas para não ocorrerem problemas de parto – bezerros muito
grandes para vacas pequenas demais.

Formação de raças sintéticas ou cruzamento entre várias raças: Não sugerimos
ações nessa linha em virtude de ser uma perda de tempo, quando há várias
opções para se obter alto rendimento logo na primeira geração, por intermédio
de “choque de sangue” entre europeu e zebu.

Formação de raças sintéticas ou cruzamento entre várias raças: Não sugerimos
a formação do sintético no próprio rebanho, em virtude do longo tempo para se
obter o animal desejado. A maioria dos sintéticos segue o padrão 5/8 da raça
mais especializada: 3/8 da raça mais rústica. Embora alguns tipos biológicos
com essa constituição mantenham um bom desempenho no ambiente tropical,
não há nenhuma base científica que confirme tal padrão como o mais indicado.
Na formação do 5/8, levar-se-ia em torno de 15-20 anos para obter a raça
sintética, partindo da origem com as raças puras envolvidas. Para cada sistema de produção, existe o animal com a composição genética adequada.

Assim sendo, há várias opções para se obter alto rendimento logo na primeira geração, por intermédio do “choque de sangue” entre europeu e zebu.

Todo manejo genético deve ser orientado por um técnico para definir bem o
esquema de cruzamentos, ressaltando-se que a inseminação artificial é fundamental para a obtenção de bons resultados mais rapidamente. Sem a iseminação artificial, dificilmente há melhoramento genético em curto ou médio tempo.

Por que usar a inseminação artificial? Para o desenvolvimento de um programa
de melhoramento genético, é fundamental implantar-se, também, a iseminação
artificial, sendo muito simples enumerar as suas vantagens:

- Maior pressão de seleção nos machos, uma vez que poucos são necessários,
permitindo maior diferencial de seleção, isto é, superioridade dos filhos em
relação à média da população; maior precisão na avaliação dos reprodutores por meio das progênies (filhos), pelo fato de permitir maior número de progênies num determinado espaço de tempo; obtenção de um grande número de filhos no período de 1 ano a partir de um único reprodutor; facilidade de manejo pela quase ausência de reprodutores e, conseqüentemente, diminuição dos riscos de prejuízos; possibilidade de manutenção de apenas um rebanho; possibilidade de menor número de divisões dos pastos; e maior possibilidade de controle de defeitos hereditários e doenças sexualmente transmissíveis.

Como operacionalizar a iseminação artificial na fazenda? Não se deve mais
questionar que isso redundará num maior ganho genético, ou seja, maior
produtividade dos animais anualmente, entretanto, na implantação podem
ocorrer alguns problemas até se estabelecer uma rotina. O maior entrave a ser
vencido é com a mão-de-obra e o criador deve investir em bons vaqueiros
inseminadores, podendo ser o próprio criador e/ou alguém da sua família.

Deve-se fazer uma avaliação na relação custo/benefício da implantação da
atividade e no manejo, ou seja, vai ser muito oneroso? a propriedade tem
estrutura para comportar um trabalho desta natureza? é possível formar mão-deobra? existe disponibilidade de sêmen? Ou seja, são várias as indagações e
tenta-se orientar no sentido de se tomar a decisão mais correta possível. O
primeiro grande passo é entender que sem iseminação artificial não há grandes
possibilidades de melhorar o rebanho num curto ou médio espaço de tempo e,
assim, decidir entre as opções abaixo, qual seguir:

• Inseminação pela contratação de serviços:

Nesse caso, procura-se um profissional especializado ou uma firma idônea para se contratar os serviços, pagando-se por cada inseminação realizada.
Vantagens: não há qualquer envolvimento com touros, sêmen, botijões,
formação de mão-de-obra, equipamentos, etc.

Desvantagens: pode ser um pouco mais caro; fica-se à mercê da seriedade (ou
não) dos prestadores dos serviços; deve haver um acompanhamento do
proprietário ao calendário do prestador dos serviços.

• Inseminação por meio de condomínio de criadores:

Nesse caso, os interessados de um determinado local/comunidade vão se reunir e programar a IA nas propriedades, dividindo-se os custos por todos.

Vantagens: é mais econômico; não há qualquer envolvimento com touros,
sêmen, botijões, formação de mão-de-obra, calendário, etc.

Desvantagens: o ajuste do calendário das propriedades envolvidas, às vezes, é
problemático; fica-se à mercê da seriedade (ou não) dos prestadores dos
serviços; deve haver um acompanhamento dos proprietários ao calendário do
prestador dos serviços, necessitando para isso de um representante.

• Inseminação gerenciada na própria fazenda:

Nesse caso, o criador assume todas as ações da atividade, ou seja, aquisição
de botijão e sêmen, programação do abastecimento do N líquido; treinamento
de mão-de-obra; estabelecimento de um calendário para a realização das
inseminações; contrato de assistência técnica; observação do manejo do
botijão, etc.

Assim, deverá ser seguido um roteiro para a implantação da IA como a seguir:

• Observar o estado sanitário das fêmeas do rebanho, ou seja, se está em dia
com as práticas obrigatórias, como: vacinações, vermifugações, controle de
ectoparasitos, etc.

• Efetuar toque em todas as fêmeas em idade de reprodução, descartando as
que apresentarem problemas mais graves. Para isso, deve ser solicitado
serviços de um médico veterinário. Nessa fase, animais com problemas de útero e/ou ovários, aprumos, aquelas que estão sem parir há algum tempo ou nunca pariram (maninas), mesmo apresentando bom estado corporal, devem ser descartados.

• Observar o aspecto nutricional, que é importantíssimo para a função
reprodutiva. Nesse caso, a qualidade das pastagens deve ser boa para que os
animais não tenham problemas de falta de cio, principalmente. Também, não
deve faltar a suplementação mineral para todos os animais.
Vantagens: é mais econômico e o criador age com autonomia; dominando todo
o manejo da IA.

Desvantagens: necessita de um bom gerenciamento da propriedade, para o
controle necessário ao funcionamento da atividade.

Seleção

O processo de melhoramento genético deve ser acompanhado de uma rigorosa seleção, para que se mantenham no rebanho animais que irão contribuir efetivamente para o aumento da produtividade nas futuras gerações.

É importante abordar isso, pois o criador, muitas vezes, tem “preferências” que
podem prejudicar o trabalho, deixando no rebanho animais que comprometem a performance econômica.

A seleção e o cruzamento são as “palavras mágicas” do melhoramento
genético. Seleção é a escolha dos animais que serão pais na geração seguinte e o cruzamento é um meio importante de se alcançar maior produtividade,
utilizando-se o acasalamento entre raças diferentes.

O principal efeito da seleção é o aumento da herança desejável na população,
ou seja, escolhendo-se sempre os animais mais produtivos, o rebanho, como
um todo, será beneficiado com um ganho genético anual.

A melhor maneira de selecionar um reprodutor é por meio dos seus valores
genéticos e, hoje, a diferença esperada na progênie (DEP) é o melhor caminho.
Há DEP para todas as características: produção em várias idades, habilidade
materna, pesos, etc. Contudo, na prática, ainda é difícil fazer o uso desse
índice, pela falta de estrutura e escrituração, na maioria das fazendas do País.
Assim, há muitas maneiras para se escolher um reprodutor, quando os
processos de seleção, propriamente ditos, não podem ser aplicados.

Animais testados ou provados são aqueles que têm a progênie avaliada para a
produção desejada e possuem valor genético ou índice de touro determinado,
com base no valor fenotípico dos indivíduos. Assim, leva-se em consideração
os ancestrais, os parentes colaterais ou testa-se a sua progênie. Vale ressaltar
que é antieconômico trabalhar na Amazônia com reprodutores oriundos de
regiões de climas mais amenos, sejam quais forem as condições financeiras da empresa. É mais racional investir em IA e adquirir o sêmen na origem.

A recomendação mais importante é que todo criador, seja qual for o grau de
melhoramento do rebanho, deve perseguir a independência na IA, individualmente, ou associado a outros fazendeiros maiores e, também,
recorrendo aos profissionais que prestam serviços particulares ou autônomos.

Escolha dos reprodutores

Há algumas orientações práticas e seguras para se evitar maiores surpresas na escolha de reprodutores. Um reprodutor deve apresentar as seguintes
características, além do da “balança”:

Circunferência escrotal acima de 30 cm, aos 24 meses; temperamento vivo, até
mesmo inquieto, sem ser nervoso, pois isso demonstra seu libido; forma
retangular e profundidade compatível com o tamanho; grande capacidade
respiratória, boa “caixa” e porte condizente com a raça; vigor e bons aprumos;
pêlos macios, assentados e brilhantes; costado amplo, garupa e coxas enxutas
e descarnadas. A pele deve ser solta e elástica; órgãos genitais íntegros, com
os testículos de consistência apropriada (tenso-elástico); peito largo e
profundo; costelas largas, arqueadas e separadas; membros dianteiros
descarnados, fortes e quase retos; quartelas flexíveis e fortes (articulação que
liga o casco à canela); cascos curtos, redondos e sola plana; unhas não muito
abertas e talões altos (parte superior das unhas); bom desenvolvimento
ponderal e precocidade para ganho em peso e boa fertilidade.

Deve-se associar a todas essas características, rigorosos exames clínicos e
laboratoriais do animal e do sêmen. Em síntese, é necessária uma avaliação
andrológica completa do animal.

Escolha de matrizes

No caso da aquisição de animais, deve ser considerado ainda o clima da região e o tipo de exploração. Sabe-se que, na Amazônia, os altos índices de
temperatura, de umidade relativa e de irradiação solar atuam negativamente
sobre o desempenho dos animais. Como o gado do tipo europeu não encontra
condições favoráveis de conforto em temperaturas médias anuais acima de
25°C e umidade relativa superior a 70%, deve-se optar pela compra de raças
zebuínas, principalmente Nelore, Guzerá, Tabapuã e Nelore Mocho puras e/ou
mestiças e/ou “cruzadas”.

Não havendo informações confiáveis da produção, para uma rigorosa seleção,
existem outras maneiras de se reconhecer uma boa vaca para corte:

Deve-se dar prioridade às fêmeas com boa habilidade materna; na aquisição de novilhas ou bezerras, observar as produções das mães e avós, a origem
(linhagem) e produção do pai por meio dos filhos; deve ser fértil, com aspecto
saudável e temperamento dócil; na forma (morfologia), uma boa vaca de corte
deve ter a forma de um paralelogramo, vista de frente, de cima e dos lados, de
grande porte e saudável; em exames físicos, é importante um úbere com boa
capacidade de produção, com ligamentos dianteiros e traseiros firmes, bem
irrigados, salientando as duas grossas veias mamárias (passam pelas laterais da barriga) e grande quantidade de veias menores e bem ramificadas; as tetas
devem estar dispostas simetricamente de tamanho que caiba na mão fechada de uma pessoa adulta; os aprumos devem ser bem sólidos, com os membros
posteriores ligeiramente arqueados; narinas largas e peito denotando grande
capacidade respiratória, alto, largo e pernas dianteiras bem separadas; garupa
larga e comprida, ligeiramente inclinada para trás; pele solta e costelas bem
separadas e arqueadas; coxas torneadas, e o estado sanitário do animal deve
ser de aspecto saudável.

Conclusão

Todo programa de melhoramento genético deve visar à maior qualidade dos
animais em termos de produtividade, como também, maior qualidade do
produto oferecido. Os artifícios para um melhoramento consistente do gado de
corte na Região Amazônica são seleção e cruzamento, aproveitando-se a maior heterose possível e das qualidades de rusticidade dos zebus e precocidade dos europeus. Todavia, o mais importante de tudo é o criador efetuar um bom registro de dados, principalmente que permitam fazer uma análise de custo benefício da atividade.

Glossário

Acasalamento - Ato sexual entre o macho e a fêmea.

Ambiente - Conjunto de todas as condições externas e influências que afetam a
vida de um indivíduo ou população.

Baby Beef - Animais engordados especialmente para serem abatidos com média de 12 meses de idade.

Cruzamento - É o acasalamento entre animais de raças diferentes.

Dupla aptidão - Atividade pecuária voltada para a produção de carne e leite, ao
mesmo tempo, num mesmo rebanho.

Euro-Zebus - Animais resultantes de cruzamentos de raças européias com as
zebuínas.

Fenótipo - Aquilo que pode ser mensurado, medido: peso, tamanho, produção
de leite, etc.; aparência, e aspecto externo do indivíduo.

Genealogia - Estudo da origem dos indivíduos numa determinada família;
procedência.

Gene - Partícula determinante da herança; segmento da molécula de DNA
localizada no cromossomo.

Genótipo - Constituição genética de um indivíduo.

Herança - O que se herda; que é transmitido pelos genes; hereditariedade.

Hibridação - Acasalamento entre animais de espécies diferentes.

Heterose - É a resposta obtida ao se cruzar duas ou mais raças geneticamente
diferentes, tentando-se aproveitar, ao máximo, o potencial genético dos animais
envolvidos, buscando-se a maior produtividade possível.

Manejo - Conjunto de práticas utilizadas para racionalizar a criação.

Matrizes - São as fêmeas em idade de reprodução; vacas; reprodutrizes.

Pedigree - Conjunto dos descendentes/ascendentes de um animal; o mesmo
que Genealogia.

Raças sintéticas (ou compostas) - Conjunto de animais oriundos de
cruzamentos dirigidos, com graus de sangue definidos, direcionados para uma
finalidade qualquer: carne ou leite.

Seleção - É a escolha dos animais que serão pais na geração seguinte e o
cruzamento é um meio importante de se alcançar maior produtividade,
utilizando-se o acasalamento entre raças diferentes.

Tricross (Threecross) - Cruzamento rotativo envolvendo três reprodutores de
raças puras diferentes.



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Pergunte ao Rural: Aprenda sobre instalação para bovinos

No quadro Pergunte ao Rural, tire as suas dúvidas sobre instalação para bovinos, com o veterinário José Ernesto Ferreira




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Reduza as perdas de silagem próxima à parede do silo


As propriedades agrícolas podem estocar silagem de várias formas, utilizando os silos horizontais (trincheira ou superfície), o silo torre (que se encontra em desuso no nosso país), o silo-fardo revestido por filme plástico e o silo bag.

A maioria dos pecuaristas prefere os silos horizontais, devido ao baixo custo inicial de investimento e elevadas quantidades de forragem que podem ser depositadas no abastecimento e retiradas durante o desabastecimento (etapa de fornecimento de silagem aos animais).

Contudo, silos horizontais permitem a exposição de grande parte da massa de silagem ao oxigênio atmosférico, seja durante a estocagem (fermentação) ou no desabastecimento. Em silos trincheira, as principais áreas que sofrem a influência do ar são aquelas localizadas no topo e as que estão em contato direto com a parede. A presença de ar nessas zonas causa o fenômeno da deterioração aeróbia da massa. Os principais efeitos da deterioração são: perdas de matéria seca, redução do desempenho animal e riscos à saúde dos animais e da população humana pelo consumo de produtos de origem animal contaminados com patógenos e/ou micotoxinas presentes na silagem.

Ashbell & Kashanci (1987) estudaram a região periférica de silos trincheira e encontraram que as perdas próximas à parede chegaram ao valor de 76%, enquanto que na zona central do silo o valor máximo alcançou 16%. Desse modo, um problema ainda totalmente resolvido no manejo de silos trincheira é a conexão entre o plástico de cobertura e a massa de silagem, o que causa elevados prejuízos.

Excelentes resultados têm sido alcançados quando se coloca uma lona adicional sobre cada uma das paredes da trincheira antes de promover o abastecimento do silo, como foi recomendado por Bernardes et al. (2009). Durante o abastecimento, a massa de forragem irá garantir a sustentação do filme plástico que se encontra na parte interna do silo. A parte do filme que se encontra no lado externo deverá cobrir a massa logo após o abastecimento. Após esta etapa, uma nova lona deverá garantir a vedação final da trincheira (Figura 1).

Ressalta-se que os plásticos que estão localizados junto às paredes, não necessitam ser novos, ou seja, o proprietário pode aproveitar lonas usadas em anos anteriores. Somente o plástico utilizado na última etapa é que deve ser novo. Salienta-se também que esta lona deve ser presa por algum tipo de material (pneus usados; terra; sacos de areia) para garantir o sucesso da vedação.

Os resultados desta estratégia de manejo têm mostrado que a massa de silagem que se localiza na região periférica tem sido similar àquela situada na zona central do silo.




Figura 1. Diagrama de revestimento das paredes. Etapa 1 = Durante o abastecimento posicione o plástico sobre as paredes; Etapa 2 = Posicione a sobra da lona sobre a massa de silagem após o abastecimento; Etapa 3 = Cubra a trincheira com outro filme plástico.
Fonte: Bernardes et al. (2009)

Referências bibliográficas

ASBELL, G.; Y. KASHANCI. 1987. Silo losses from wheat ensiled in bunker silos in a subtropical climate. J. Sci. Food Agric. 40:95-98.
BERNARDES, T. F.; AMARAL, R. C.; NUSSIO, L. G. Sealing strategies to control the top losses in horizontal silos. In: INTERNATIONAL SYMPOSIUM ON FORAGE QUALITY AND CONSERVATION. 1 ed. Piracicaba: FEALQ, 2009, v. 1, p. 209-224.

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Os produtores de leite de Carmo da Mata começam a colher os frutos do invesrtimento em uma associação. O preço pago pelo produto aumentou e pecuaristas voltam a investir no setor


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Banco de proteína de Leucena, mais uma alternativa interessante





A leucena é originária da América Central, e nas regiões tropicais de solos férteis bem drenados, esta leguminosa pode produzir, a baixo custo, elevadas quantidades de proteína para serem empregadas na alimentação animal. É uma planta de grande aceitação pelos animais e de grande tolerância à seca, mantendo-se verde durante praticamente todo o ano. A leucena é uma planta perene, e são citados plantios com mais de 40 anos em utilização sem apresentar definhamento.



Experimentos conduzidos em Campo Grande (MS), em Latossolo Vermelho Escuro com pH em torno de 5,5 e com teor de alumínio 0,3 a 0,5, mostraram que aplicações de 4 toneladas de calcário dolomítico por hectare e adubação de 450 kg de superfosfato simples mais 40 kg de FTE-Br16/ha, possibilitaram a obtenção de produções de 5,5 a 6,0 t de MS/ha, na fração utilizável para forragem (folhas + vagens + hastes finas). No entanto, em anos de seca acentuada, a produção de outono é bastante baixa (1,5 a 2,0 t de MS/ha). No CNPGC (Centro de Pesquisa Nacional de Gado de Corte), em Campo Grande (MS), estão sendo efetuadas pesquisas, visando a seleção de leucenas para sua adaptação a solos ácidos e que deverão levar à indicação de variedades dentro dos próximos anos.



Para que a leguminosa possa desenvolver-se normalmente, precisa estar nodulada com uma bactéria (Rhizobium). Os nódulos formados por esta bactéria situam-se em pequenas raízes laterais, próximas à superfície do solo e, quando efetivos na fixação de nitrogênio atmosférico, apresentam cor rosada intensa e podem fixar anualmente mais de 500 kg de N/ha. Para melhor adesão do inoculante as sementes, deve-se aplicar o inoculante com adesivo preparado com polvilho, semelhante ao que já foi descrito para o guandu. Emprega-se meio litro de adesivo para cada pacote de inoculante de 200 g, quantidade suficiente para inocular 50 kg de sementes. As sementes inoculadas devem ser mantidas à sombra e semeadas o mais breve possível.




A leucena deverá ser semeada na primavera, podendo-se usar plantio manual ou mecanizado, colocando-se as sementes no máximo a 1,5 cm de profundidade. Os melhores resultados de estabelecimento são de plantio de outubro-novembro, que coincidem com a época de chuvas abundantes. Plantios tardios, em janeiro, levam a atraso na formação, cujo "stand" somente se estabelece adequadamente no segundo ano.
Figura 1. Leucena consorciada com milho.






Dependendo do propósito a que se destina, o espaçamento e a quantidade de sementes poderão variar bastante. Em plantios densos, para serem usados em cortes freqüentes, o espaçamento será de 1 metro entre linhas, com uma cova a cada 30 cm na linha. Serão colocadas três sementes por cova e, quando o plantio for mecânico, serão colocadas 9 a 10 sementes por metro linear. Quando a leucena for plantada para pastejo direto, serão empregados espaçamentos maiores (2 a 3 m entre linhas), com uma cova por metro linear e 3 sementes por cova. Poderá ser usado, ainda, plantio com espaçamento de 5 metros entre linhas, quando a leucena for plantada em faixas, consorciada com gramíneas, para uso em pastejo rotativo.



Em legumineiras onde se visa o pastejo direto durante a estação seca, o espaçamento de 3 m entre linhas tem mostrado ser adequado, porque facilita a circulação dos animais dentro de legumineira, favorece as operações de corte das hastes remanescentes do pastejo ao final do período de suplementação e favorece também o deslocamento de máquinas em operações de capina e aplicação de adubos. Quando o manejo empregado for o de pastejo direto durante a seca, é conveniente, ao final da estação de suplementação, efetuar o corte das hastes lenhosas remanescentes a 15-20 cm de altura, para que ocorra novo rebrote e que se mantenha a leucena com um porte acessível ao pastejo direto na estação seca seguinte.



A leucena tem excelente valor protéico. O teor de proteína bruta na fração de folhas + vagens situa-se entre 21 e 23% e nas hastes finas entre 8 a 10%. A fração utilizável para forragem, sendo uma mistura de aproximadamente metade de folhas mais vagens e metade de hastes finas, faz com que a forragem obtida apresente teores médios entre 14,7 e 16,5% de PB. Assim, o valor nutritivo do material foliar da leucena pode ser comparado ao da alfafa (Medicago sativa), tida como a 'rainha' das leguminosas forrageiras, com teores de proteína bruta, minerais e aminoácidos muito similares. O material foliar da leucena é também uma excelente fonte de b-caroteno, precursor da vitamina A, o que tem vital importância na época seca, quando o pasto geralmente está seco e a leucena apresenta-se verde.



A leucena pode ainda ser utilizada na forma de feno ou farinha (obtida pela moagem e dessecação ao sol) fornecida a bovinos, suínos e aves, embora, neste caso, devam ser utilizadas as leucenas que apresentam teores baixos de Mimosina. Pode ainda ser cortada juntamente com o milho e/ou sorgo para confecção de silagens mistas, com benefícios em termos de enriquecimento protéico da silagem resultante, sem qualquer prejuízo para o processo fermentativo. Adições de 20% de leucena ao milho resultam em elevação do teor de proteína bruta na silagem em até 12 % na matéria seca. Silagens exclusivas de leucena podem ser confeccionadas em tambores ou em pequenos silos de superfície utilizando-se filmes de polietileno.



Alguns estudos de desempenho animal já foram conduzidos. Me chamou a atenção um estudo com novilhos alimentados com cana-de-açúcar e leucena desintegradas, onde os animais consumindo essa ração de baixo custo, ganharam 0,6 kg de peso vivo por dia. Na Austrália foram obtidos ganhos elevados em novilhos, nas pastagens consorciadas de leucena + setária, chegando-se a 0,930 kg de peso vivo por dia.Com relação a sua utilização para vacas leiteiras, estudos verificaram que a adição de 5 kg de forragem fresca de leucena à ração de vacas leiteiras elevou a produção diária em 0,4 litros por dia, além de aumentar o teor de gordura no leite.



Entretanto, existe uma ressalva par ao uso de leucena na alimentação animal. Quando a leucena for utilizada como alimento exclusivo, pode apresentar efeito adverso à saúde dos animais, porque contém um aminoácido denominado "Mimosina", que pode chegar a se apresentar na proporção de 3 a 5% da proteína total, e seu efeito manifesta-se por disfunções metabólicas com perda de pelos na cauda, salivação e perda de peso. Pode induzir também à disfunção da atividade de reprodução em vacas, mas os efeitos são irregulares e reversíveis. Estes efeitos ocorrem somente quando a leucena é consumida em mais de 50% da dieta e por um período que exceda 6 meses. Algumas espécies como L. pulverulenta apresentam teores insignificantes de Mimosina, e a cultivar Cunningham, que é um cruzamento entre L. leucocephala com L. pulverulenta apresenta teores reduzidos deste aminoácido.



Caso um animal vinha a se intoxicar com a ingestão de leucena, este problema pode ser facilmente resolvido, retirando-se a leucena da dieta dos animais. Ressalta-se que a leucena como ração para ruminantes deve ser introduzida aos poucos, devendo atingir um máximo de 20%-30% da dieta.



Considerações finais



A leucena é uma alternativa interessante para aumentar o teor protéico de dietas de vacas leiteiras a baixo custo, em especial nos sistemas que exploram pastagens, podendo ser consorciada ou utilizada na forma de banco de proteína. Embora seja uma planta de excelente potencial, seu uso não muito tradicional no Brasil. A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) tem desenvolvido bons trabalhos com leucena, desenvolvendo novos cultivares e aprimorando as técnicas de utilização deste recurso forrageiro.
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FEILEITE 2009 - Leo Machado Ferreira





Leo Machado parabéns pelo ótimo trabalho realizado na FEILEITE 2009, e também nas demais exposições. Estamos orgulhosos pela parceria de sucesso



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ARG: apesar do aumento, produtores reclamam do preço



No ritmo de aumento dos preços internacionais do leite em pó - que desde o começo do ano acumula uma alta de cerca de 50% e está a US$ 3.000 a tonelada -, em julho passado as usinas lácteas da Argentina começaram a melhorar, na maioria dos casos, o preço pago pelo leite aos produtores. Considerando-se o que a indústria prevê pagar pelo leite do mês atual, que será de cerca de 90 centavos de peso (US$ 0,2362) o litro, o aumento desde julho seria de aproximadamente 15%, segundo fontes empresariais.

"Dos 78/79 centavos (US$ 0,2047/0,2073) o litro de julho passado, agora estimamos que o valor (pago aos produtores) será de 90 centavos (US$ 0,2362) em novembro", disse o presidente do Centro da Indústria Leiteira (CIL), Miguel Paulón.

Paralelamente, ainda que com demora na concretização dos pagamentos, o Governo argentino colocou em marcha um subsídio de 20 centavos (5,25 centavos de dólar) por litro para os primeiros 3.000 litros que são vendidos aos estabelecimentos que produzem até 12.000 litros diários. Assim, entre o preço pago pela indústria e as compensações, alguns produtores receberão pouco mais de 1 peso (US$ 0,26) por litro.

O subsídio finaliza em dezembro e há dúvidas sobre sua continuidade no próximo ano. No entanto, a Oficina Nacional de Controle Comercial Agropecuário (ONCCA) acaba de anunciar o pagamento de 82 milhões de pesos (US$ 21,52 milhões) pela compensação de setembro, que será efetivada nos próximos dias.

Segundo reportagem do La Nación, a La Serenísima pagará cerca de 92/93 centavos (US$ 0,2415/0,2441) por litro. Além disso, pagará cerca de 1 peso (US$ 0,26) por litro no final do ano. A SanCor, depois de ter pago em média 86 centavos (US$ 0,2257) em outubro passado, para novembro provavelmente volte a subir o preço. Com os maiores preços internacionais, as empresas que atendem ao mercado interno devem pagar mais para não perder mercadoria ante aos exportadores.

De qualquer forma, apesar da recuperação no preço do leite, os produtores dizem que a melhora não alcança a todos e que, inclusive, não cobre os custos, bem com o subsídio do Governo. "A maioria dos pequenos produtores receberam 75/78 centavos (US$ 0,1968/0,2047) por litro em outubro sem receber compensações", disse o representante da Federação Agrária Argentina (FAA), Guillermo Giannasi. O assessor de fazendas leiteiras em Trenque Leuquen, Matías Cardini, disse que a seca nessa região aumentou os custos e que, nesse contexto, a melhora dos preços é "exígua". Para o representante da Associação de Produtores de Leite, Manuel Ocampo, o preço ao produtor deveria ser de 1,20 pesos (US$ 0,31).

Por outro lado, segundo o presidente da CIL, quem não está em região com seca hoje, "está em uma situação mais folgada" em seus preços considerando o subsídio. Nesse contexto, estimou que para o CIL, nos primeiros dez meses de 2009, a produção subiu 1,5-2%. "Se fosse tão mal negócio produzir leite, não se daria essa situação".

Porém, há estudos que afirmam que os investimentos caíram. Segundo uma pesquisa com 400 produtores realizada por uma firma internacional para a firma DeLaval, o investimento de bens de capital (equipamentos de ordenha, entre outros) vem caindo em mais de 50% ano após ano durante os últimos três anos. "No que diz respeito aos equipamentos de ordenha, mais de 80% dos produtores argentinos não renovaram seu equipamento nos últimos 6 anos e 50% não o fizeram em mais de 10 anos. Somente 14% dos produtores pesquisados realizaram investimentos em suas fazendas leiteiras nos últimos dois anos", disse o presidente da DeLaval Argentina, Ezequiel Cabona. Segundo o empresário, o setor leiteiro precisa de maior rentabilidade para que os produtores possam investir.

Em 13/11/09 - 1 Peso Argentino = US$ 0,26251
3,80940 Peso Argentino = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)

A reportagem é do La Nación, adaptada e traduzida pela Equipe MilkPoint.

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